sexta-feira, 24 de abril de 2015

Debaixo de uma Árvore



Despeço-me da cidade
Para ir trabalhar
A pensar na hora
Em que irei regressar

Primeiro ansiosa
De tanta incerteza
Outros ritmos me encontram
Nos sons da natureza

As cores mais vivas
E o silêncio mais puro
Debaixo de uma copa:
o tecto que procuro

Nesta sombra relembro
De uma velha promessa
De viver para o Outro
De viver sem ter pressa