Pode ser real ou uma
paisagem interior. A percepção de um grande acerto nos olhos do meu filho. A
sinfonia super alto nas matas do Gurué mas que só eu ouço.
É uma impressão
acompanhada de vertigem, uma relação espaço-tempo em fracção ínfima, como o folhear
do livro sentido pelas próprias páginas.
Ou pode ser um
prémio do quotidiano. O privilégio de viver mergulhada em horizontes tão
grandes que numa base de rotina me arrebata em
gratidão e sincronia com a vida.
Como todas as manhãs, na passagem para o trabalho, ver o Índico glorioso do cimo da Catembe.