quinta-feira, 6 de março de 2014

Helena

Fina como o capim, frágil como as flores do campo, Helena dá-me a mão.
Fala muito mal, pouco se entende. Fala com gestos feitos de lentidão.

Usa os sapatos trocados nos pés, a camisa vestida para trás
- com sorriso imperturbável faz com os ombros um «... tanto faz».

Não tem mãe, nem pai, vizinha, titia ou vóvó.
Helena do orfanato, tantas Helenas. Helena está só.