Fina como o capim, frágil como as
flores do campo, Helena dá-me a mão.
Fala muito mal, pouco se entende.
Fala com gestos feitos de lentidão.
Usa os sapatos trocados nos pés,
a camisa vestida para trás
- com sorriso imperturbável faz com
os ombros um «... tanto faz».
Não tem mãe, nem pai, vizinha,
titia ou vóvó.
Helena do orfanato, tantas
Helenas. Helena está só.