
Apesar de não haver placas de sentido proibido (“minha senhora” – disse-me o polícia – “trata-se de um país do chamado do grupo em vias de desenvolvimento”) nem sabão para lavar as mãos depois de tirar as impressões digitais de todos os dedos ([“onde posso lavar as mãos?”] “Limpe à parede.”), no país em que vivo já se faz o registo digital da identidade.
Sentei-me para a foto. Tudo certo, feições a descoberto e boca fechada. Como a sala toda e o fotógrafo incluído, tinham um ar forensico, esforcei-me o mais que pude para me endireitar no sentido em que me indicavam. Até que o não me poder esforçar mais me fez pensar nas feições que se revelavam por inclinação não do rosto, mas do tronco: nenhuma.
Estava inclinada como a torre de Pisa quando reparei que a webcam estava torta.