Sem sabor, nem cheiro, nem expectativa. O dia perfeito de
Primavera no 5º andar de um prédio, sem nada para fazer ou alguém a quem
visitar. O telefone quando não toca. Existir, mas fora da rede social.
Trabalhar arduamente sem prazo de entrega. Sentir a fome
esganada e começar pela maçã, querer o hambúrguer e comer a sopa. O tanque das
sensações antes de encher. O momento antes do escape, antes de ceder ao reflexo
da distração.
O fim de tudo e o princípio de tudo, desde que escolha não fazer do tudo, alguma coisa.