sábado, 8 de novembro de 2014

poeira

Todos os dias vais grosso pela estrada. Todos os dias o mesmo abandono, o mesmo encontro, o mesmo caminho para casa.
Cinco passos, tropeças e um trambulhão. E é onde cais que ficas, de barriga estendida a ver o céu do chão.
Só que hoje não chove há 4 dias e à passagem de cada carro, o céu desaparece e a tua cara enche-se de poeira.
Por isso quando te vi já aproximavas as pernas uma a uma para o peito. E foi com a cabeça entre os joelhos que te vi desaparecer no espelho.