terça-feira, 20 de maio de 2014

A Catembe


«Mas acho que também aprendi, entretanto, a rir-me de mim mesmo, das minhas incompetências congénitas e do mau-feitio que neste mundo sou evidentemente o único a ter. E tem uns intervalos em que tudo parece ficar virginalmente vivável, bom e bonito, conforme pensa a onça quando, segundo Guimarães Rosa, não teme nada e vai, guiada só pela alma que tem.»
Ruy Duarte de Carvalho





Talvez motivada pela nova máquina fotográfica enviada de Lx, tenho andado pela Catembe assim, guiada só pela alma que tenho. E tem sido um intervalo em que a vejo virginalmente vivável, boa e bonita como se a estivésse a ver pela primeira vez. Tão próxima de Maputo, o tesouro só se vislumbra daqui: é que Maputo tem vista para a Catembe mas a Catembe tem vista para o mar.